E eu, boba e distraída, não havia percebido que enquanto abria os braços para deixar que o passado se fosse, braços esses doídos por agarrar durante tanto tempo um ideal pesado e idealizado demais, a vida estancava toda dor ao me abraçar...
abri os olhos e como num sonho: acordei!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Teu discurso... (série sonho)
ouvi tua voz,
teu rosto tão lindo, sorrindo.
tua boca falando brincadeiras e sorrindo
a me beijar.
como quem diz:
- besta, eu brinco de ficar longe.
não acredite na distância se mesmo longe
podes me sentir!
e eu pensei nesse tempo que chorei acreditando
nessa distância inivisível que nunca pôde, nem poderá entre nós existir.
teu rosto tão lindo, sorrindo.
tua boca falando brincadeiras e sorrindo
a me beijar.
como quem diz:
- besta, eu brinco de ficar longe.
não acredite na distância se mesmo longe
podes me sentir!
e eu pensei nesse tempo que chorei acreditando
nessa distância inivisível que nunca pôde, nem poderá entre nós existir.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
do amor.
Então ele disse:
- Até que fim...
E ela zangada, retrucou:
- Fim? fim? Até que nossa estória chega ao fim, é isso?! Eu sempre soube disso, barba!
Porque você não disse logo? fica com todo esse discursinho barato onde eu entendo menos da metade do que falas ao prestar atenção apenas em como balbucias as palavras, e agora quando penso que está resolvido vens me falar em fim. Acho que pros relacionamentos também devia haver um contrato, isso mesmo, exatamente como fazemos ao pertencer a uma empresa. Por isso tudo no mundo corporativo é certeiro. Por que é aquilo ou não é, e se alguém depois vier dizer que num foi assim, tem lá a assinatura comprovando a aceitação das condições.
Ele, sorrindo, diz:
- Você só entende o que quer... eu disse até que fim chegamos a uma solução.
Então, ela sorrindo ainda mais, diz:
- Ah amor! é que teus lábios ficam irresistíveis quando falas feliz e eu quase não consigo utilizar os outros sentidos quando meus olhos quase que penetram teu corpo, desculpa barbinha.
E ele sentindo-se pleno e compreendido, declara feliz aquele poema que lhe trouxe a sorte de ter rosinha ao lado seu.
...
- Até que fim...
E ela zangada, retrucou:
- Fim? fim? Até que nossa estória chega ao fim, é isso?! Eu sempre soube disso, barba!
Porque você não disse logo? fica com todo esse discursinho barato onde eu entendo menos da metade do que falas ao prestar atenção apenas em como balbucias as palavras, e agora quando penso que está resolvido vens me falar em fim. Acho que pros relacionamentos também devia haver um contrato, isso mesmo, exatamente como fazemos ao pertencer a uma empresa. Por isso tudo no mundo corporativo é certeiro. Por que é aquilo ou não é, e se alguém depois vier dizer que num foi assim, tem lá a assinatura comprovando a aceitação das condições.
Ele, sorrindo, diz:
- Você só entende o que quer... eu disse até que fim chegamos a uma solução.
Então, ela sorrindo ainda mais, diz:
- Ah amor! é que teus lábios ficam irresistíveis quando falas feliz e eu quase não consigo utilizar os outros sentidos quando meus olhos quase que penetram teu corpo, desculpa barbinha.
E ele sentindo-se pleno e compreendido, declara feliz aquele poema que lhe trouxe a sorte de ter rosinha ao lado seu.
...
quarta-feira, 18 de março de 2009
de souza silveira.
e quando eu penso que eu virei a página,
que te esqueci e viver voltou a me trazer alegria e leveza...
vem você num sonho, me mostrar o quanto eu poderia ser mais feliz.
que te esqueci e viver voltou a me trazer alegria e leveza...
vem você num sonho, me mostrar o quanto eu poderia ser mais feliz.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Um desconhecido familiar.
Eu não sei o que me lembras ou de que passado que não vivi, vens... Não sei porque sei até seu cheiro e suas caras. Eu quase não contenho a vontade de gritar eu te amo que se faz sufocada apenas pela ciência de nem ao menos saber quem és tu. Eu não sei porque sentir isso, muito menos porque por você... tão igual a todos os outros, tão vão, tão distante e tão fácil - se em outro momento. Agora não... agora, eu que ando implorando aos deuses por teus beijos sou a mais acessível e vulnerável a ti, um mero desconhecido. Não sei de onde tirei tanto encanto pra pôr nos teus olhos, nem tanta vontade pra te seguir onde vais. Eu não sei porque comigo, não sei porque você. Porém, o mais intrigante mora no porque assim, tão intenso, tão real se há duas semanas atrás eu não fazia idéia de tua existência pequena, singela. Sei que se eu não tivesse sido acometida tão de surpresa e se talvez eu fosse menos sonhadora a mim já pertencias... mas, não, tens que me pisar, tens de estar alheio a tudo que sinto, massacrar-me ao passar com outra, deves me maltratar ao atender o telefone e humilhar meu ego fingindo não me ver. Vai! hoje é o dia da caça! pobre de mim, um gigante caçador agora pequeno, sem lugar. Pobre de mim que por tanto querer jamais saberei o que é estar ao teu lado, sentir teus abraços e ver teu rosto tão simples a me contemplar.
pobre de mim que carrego as leis e vestimentas de uma rainha e não sei do que tudo isso me serve se não posso dividir contigo.
Pobre de mim que nem tenho me compreendido a ponto de não me deixar sofrer, pobre de mim que tenho que fingir estar enganada, me feito a mulher forte e inatingível com um sorriso de farsa pagando pra não chorar.
Pobre de mim que mesmo sangrando te sorrirei desesperada por te ver hoje, pobre de mim que não sei mais o que é dormir, pobre da minha cabeça que não sabe o que pensar, do meu corpo que não sabe pra onde andar, da minha boca que hesita em falar, do meu coração que ainda pensa não te amar...
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